terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ensino da programação informática nas escolas britânicas


Com investimento de 1,8 milhões de Euros, o Governo Britânico lançou oficialmente o programa de "O Ano do Código" ( The Year of the Code). A projeto visa o ensino da programação a jovens britânicos.

Les jeunes britanniques doivent apprendre à maîtriser le code et la programmation informatique. C’est la promesse de la campagne The Year Of Code lancée par Le secrétaire à l’éducation Michale Gove et le chancelier George Osborne. Une campagne qui vise à sensibiliser le public (parents, enfants et professeurs) sur l’apprentissage de la programmation.

Nesta primeira fase de sensibilização os alunos de algumas escolas serão beneficiados com 1 hora de estudo de programação. No entanto, a meta é mais ousada. O Ministério da educação britânico irá lançar novo projeto em setembro deste ano cujo objetivo é levar o ensino da programação a todos os alunos de 5 a 16 anos.

O aprendizado da programação nas escolas é uma tendência. A meu ver, a introdução desta disciplina no currículo irá ampliar o gap de competências digitais entre professores e alunos. Mais um problema que as escolas de formação de professores terão que lidar.  Todavia, a questão não é somente técnica,  o impacto maior será na prática pedagógica. O domínio do código favorecerá a criatividade dos alunos, que é contrária à pedagogia da memorização e da anunciação. Educados para criar, esses jovens cada vez menos irão se adaptar à aula recitada.


Lembro que Phillippe Breton, no clássico  "História da Informática", dizia que aprender o código não era a coisa mais fundamental para os cidadãos, o importante seria saber "pilotar" a tecnologia.  Breton continua certo.  No entanto, para os educadores o que interessa é que o domínio da linguagem da máquina contribuirá para a autoria, o protagonismo, a criatividade, a autonomia e capacidade empreendedora dos alunos. Em vez de consumidores de tecnologia, como é nossa geração, esse jovens serão cidadãos autores, muito mais capazes de intervir nos rumos das sociedades tecnologizadas.

Fonte: Grande-Bretagne: 1,8 million d’euros pour aider les profs à enseigner le code à l’école

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Plataforma Escola Digital




Escola Digital é uma plataforma de busca que reúne objetos e recursos digitais voltados a apoiar processos de ensino e aprendizagem dentro e fora da sala de aula. O site foi criado com o objetivo de facilitar o acesso de educadores, escolas e redes de ensino a materiais educativos de base tecnológica, de forma a enriquecer e dinamizar as práticas pedagógicas. A plataforma também apoia alunos que querem aprofundar seus estudos e familiares preocupados em acompanhar a educação de seus filhos.

A plataforma é uma iniciativa do Instituto Inspirare e do Instituto Natura.

Fonte: http://escoladigital.org.br/sobre-escola-digital/

domingo, 8 de dezembro de 2013

Brainly - Inteligência Coletiva e Aprendizagem Colaborativa

Brainly é um site de rede social dedicado à aprendizagem colaborativa que tem como público alvo estudantes do ensino fundamental, médio e superior.

O sistema funciona da seguinte forma, um usuário lança uma pergunta para a multidão sobre uma matéria específica e obtém de outro ator da inteligência coletiva uma resposta qualificada. O tempo médio de resposta, segundo o site, gira em torno de 10 minutos em 80% dos casos.

Gostei bastante da iniciativa por várias razões. Em primeiro lugar porque se aproxima da cultura da geração digital, que é a cultura da redes sociais em ambientes digitais. Temos então uma sintonia cultural interessante. Segundo,acompanha a tendência da aprendizagem colaborativa em espaços informais. Por último, trata-se de um bom exemplo de sistema de inteligência coletiva aplicado à Educação.

 

sábado, 30 de novembro de 2013

História da Educação

Profa. Dra. Marisa Bittar Curso de Pedagogia Universidade Federal de São Carlos 

Videoaula 1: "A educação da Antiguidade: o que ela nos legou?"

Essa aula trata das primeiras práticas, concepções e teorias filosóficas dos antigos gregos e romanos sobre escola e educação, possibilitando a reflexão sobre os aspectos que ainda são atuais e importantes para a educação conteporânea.




Vídeoaula 2: "O Estado burguês e a educação"

Apresenta as características e os limites da construção da
escola no contexto das revoluções burguesas e dos sistemas nacionais de educação, focalizando os avanços, contradições e desafios inerentes a esse processo.


Videoaula 3: "A escola do século XX: ideais e desafios"

Essa aula contextualiza a história da educação no complexo século XX enfocando as concepções, conquistas e lutas por uma escola democrática como direito de todos, bem como a crise que hoje coloca em questão o papel da própria escola.



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

E-book Recursos Educacionais Abertos na Colômbia



Publicación del Ministerio de Educación de Colombia , desde donde se impulsa el diseño e implementación de la Estrategia Nacional de Recursos Educativos Digitales Abiertos, dirigida específicamente al nivel de la Educación Superior. Esta Estrategia está en consonancia con los planteamientos recogidos por la UNESCO en la reciente Declaración de Recursos Educativos Abiertos, realizada en París,  en junio del 2012.

Fonte http://institutosalamanca.com/recursos-educativos-digitales-abiertos-libro-gratis/
Download direto http://goo.gl/2bLal

domingo, 3 de novembro de 2013

Universidade Recursos Educacionais Abertos


http://www.oeruniversity.org/

Os Recursos Educacionais Abertos constituem um dos movimentos mais interessantes na atual cena educacional, pois representam de fato uma alternativa viável aos modelos de educação online predatórios a serviço do capital. 

Recém lançada, a Universidade Recursos Educacionais Abertos reúne várias instituições para ofertar cursos online gratuitos baseados, como o nome já indica, em Recursos Educacionais Abertos. Todos os conteúdos dos cursos estão com licença Creative Common CC BY, permitindo ampla reutilização e a criação de trabalhos derivados. A iniciativa tem apoio da a Unesco, OER Foundation e Commonwealth of Learning.

O acesso aos cursos é gratuito, porém, caso o aluno deseje a certificação para fins acadêmicos, essa poderá ser feita a baixo custo pelas instituições parceiras.

Outro diferencial do modelo é que os alunos podem fazer microcursos, geralmente de duas a três semana de duração e realizar os testes para a certificação apenas quando estiverem preparados.

domingo, 6 de outubro de 2013

Digital Badges: emblemas digitais para validação de competências

Recentemente, em entrevista durante a Les Journées du e-learning, Sir John Daniel (Commonwealth of Learning) alertou que não basta a universidade mudar sua forma de ensino, é fundamental, também, repensar a forma de validação do conhecimento.

Atualmente, os modelos tradicionais de aferição de competências não são totalmente suficientes para validar o aprendizado que acontece em todo lugar e ao longo da vida na velocidade que a sociedade precisa. É aí que entra o emblema digital (digital badge).

O que é um emblema digital (digital badge)? 

Um emblema digital indicada e reconhece as competências de alguém, as quais podem ser obtidas em diferentes ambientes de aprendizagem (formais, não-formais e informais). Uma vez adquiridos, os emblemas podem ser exibidos em diferentes plataformas on-line: blogs, redes sociais, e-portfolios, páginas pessoais etc. Os emblemas são como medalhas que representam aquisições de competências. 

"A digital badge is a validated indicator of accomplishment, skill, quality, or interest that can be earned in many learning environments. Open badging makes it easy for anyone to issue, earn, and display badges across the web—through a shared infrastructure that's free and open to all." (HASTAC)






O Consórcio HASTAC criou uma página dedicada exclusivamente aos badges. Veja aqui

Outro aspecto que vale a pena destacar é que os emblemas podem ser úteis para gamificar o processo de aprendizagem, uma vez que se pode atribuir emblemas aos aprendizes à medida que eles alcançam níveis crescentes de competências num determinado percurso de aprendizagem. 


 Infraestrutura técnica

O projeto Open Badges, da Mozila Fundation, fornece a infraestrutura necessária para os emblemas, permitindo que qualquer pessoa ou instituição possa criar, ganhar e exibir emblemas na web. 



Outra boa notícia é que a versão mais atual do LMS Moodle já traz o recurso de emblema. Ou seja, podem ser atribuídos emblemas ao aluno à medida que ele atesta a aquisição de competências pela realização de determinadas atividades feitas no próprio ambiente.

Vantagens do uso de emblemas

Destaco algumas características e potencialidades dos emblemas digitais que eu percebo neste momento:

1- valorização das competências em vez da cumulação de diplomas;
2- valorização do aprendizado informal;
3 -visibilidade das competências não reconhecidas pelo ambiente acadêmico
4 - certificação mais ágil para o reconhecimento das competências na cultura digital;
5  -autogestão das competências;
6 - oportunidade de validação de competências adquiridas fora do ambiente acadêmico;
7- fácil de criar e distribuir. A infraestrutura é aberta.
8- promovem o engajamento quando utilizados como recursos de gamificação do processo de aprendizagem
9- acrescenta valor ao e-portfolio e aos Ambientes Pessoais de Aprendizagem (PLN)
10- podem ser utilizados tanto na educação formal quanto na educação corporativa


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