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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Leitor nacional de e-books

No momento que a Livraria Amazon anuncia que vendeu mais livros digitais que físicos (aqui), a empresa  Positivo lança seu leitor nacional de e-books, já a venda na Livraria Cultura.

Vejam que o que está em jogo não é a mídia livro, mas a tecnologia de suporte. Portanto não há porque se falar na morte do livro.

O Prof. Romero Tori, em seu livro Educação sem Distâncias, esclarece que uma mídia é composta por três elementos: tecnologia, sistema de símbolos e capacidade de processamento. Assim, tanto o livro físico quanto o digital possuem o mesmo sistema de símbolos, mas a tecnologia de suporte muda do papel para o digital, muda também a capacidade de processamento, ou seja, acessar o conteúdo de um livro físico não é a mesma coisa que em suporte digital.O digital é fluído, leve e oferece outras possibilidades de interação que a tecnologia de atómos (física) não comporta, conforme se pode ver no vídeo de divulgação abaixo.


domingo, 25 de julho de 2010

Entrevista com Vani Kenski sobre tecnologias digitais na Educação


Entrevista com a Profa. Dra. Vani Kenski na qual ela aborda com uma clareza cristalina vários aspectos relacionados à questão da tecnologia no âmbito da Educação, como redes sociais, formação docente, pesquisa e avaliação.

Logo na primeira resposta aponta para o descompasso da escola com relação ao desenvolvimento tecnológico, apesar das novas tecnologias e mídias terem impregnado o cotidiano.

essas mídias estão presentes na escola, mas nem sempre [estão presentes] na prática pedagógica. As pessoas que estão vivenciando isso em sua realidade, elas sabem usar o celular, o computador, embora na atividade educativa, dentro da sala de aula, esses recursos estejam relegados a um plano bem inferior ao que mereceriam ter.

Na continuação da entrevista fala da importância dos professores se apropriarem das redes sociais:

Mas esses espaços são muito subutilizados dentro dos espaços pedagógicos, existem infinidades de propostas a serem utilizadas para a formação de grupos, para a formação de trabalhos, são muitas as possibilidades... Mas é preciso que o professor tenha essa  vivência e possa trabalhar pedagogicamente junto a seus alunos e [a partir daí] vai haver um diferencial no processo, e também vai haver uma aproximação da realidade dos jovens, dos alunos que vivenciam isso cotidianamente.

O link para a entrevista:
http://www.tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=67

sábado, 15 de agosto de 2009

Competências em novas mídias

O Howard Rheingold, assim como o Henry Jenkins, tem insistido em dizer que as competências em novas mídias não se resumem simplesmente ao acesso à tecnologia, ou melhor, a sua mera manipulação, o que é totalmente verdade e até certo ponto banal. Mas tanto um quanto o outro faz um mapeamento das compentências (essential media literacies) necessárias ao cidadão do século XXI. No vídeo abaixo, Rheingold aponta as seguintes: atenção, participação, colaboração e consumo crítico. (Ver post no blog Spotlight)

21st century media literacies from JD Lasica on Vimeo.

Uma das faces do apartheid digital caracteriza-se essencialmente por aqueles que sabem e os que não sabem o que fazer com essas novas tecnologias. Isso passa pela necessidade de saber pesquisar, filtrar e discernir o que é relevante para o crescimento pessoal e do coletivo.

Desenvolver competências em novas mídias é o que irá nos separar dos macacos de Andrew Keen (ver post Por uma inteligência para além dos macacos de Andrew Keen). Para a escola essa é uma questão crítica, tendo em vista sua função típica: educar o cidadão para o seu tempo.

É consenso entre os educadores que a desenvoltura dos nativos digitais com as tecnologias não garante em hipótese alguma que eles estão usandos suas habilidades para o aprendizado. Sim, concordo. Mas se eles não sabem quem vai ensinar? É evidente a importância do papel do educador como agente promotor do desenvolvimento dessas competências citadas pelo Rheingold, que são mínimas.




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