Enquanto na educação a distĂąncia tradicional existe um esforço para criar comunidades virtuais de aprendizagem em turmas com cerca de 20 alunos interagindo, George Siemens e Stephen Downes subvertem esse paradigma e lançam o conceito de MOOC - Massive Open Online Course. Um modelo que, como o prĂłprio nome sugere, chega envolver milhares de participantes em uma Ășnica turma. O curso Connectivism and Connective Knowledge alcançou o volume de 1200 inscritos (nĂŁo podemos confundir com participantes).
Quanto ao modelo, reflete George Siemens:
As a group, we all share in the success (and failure) of MOOCs …We have to walk a line between innovating teaching and learning while still keeping things at a level that permits the ideas we’re presenting to translate into the realities of educators and administrators … While Stephen and I are facilitating this course, I think it’s critical that the larger community identifies with it and takes ownership of it. Our course isn’t happening in a vacuum – we’re building on our own previous work and the work of others. And once our course is done here, others will hopefully learn from our experience and build on it. Spiralling innovation. But I’m hoping we won’t only see people building on our work. I hope we’ll see others building with us … Research opportunities are enormous. MOOCs are uncharted, largely undocumented, territory. This course will produce a significant amount of data – both quantitative and qualitative.
Neste momento, participo de um MOOC promovido por Siemens e Downes, o curso Learning and Knowledge Analytics, que também conta com a ajuda de mais quatro mediadores.
Com relação Ă dimensĂŁo tecnolĂłgica do ambiente de aprendizagem, o curso Ă© multiplataforma, faz uso do Moodle, Twitter, Delicious, Google Groups e outras ferramentas, situação que exige bom nĂvel de fluĂȘncia tecnolĂłgica dos alunos e mediadores.
Ă inquestionĂĄvel o potencial do modelo para a emergĂȘncia da inteligĂȘncia coletiva. PorĂ©m, existem desafios a serem superados, como a questĂŁo da sobrecarga advinda do super fluxo informacional, do gerenciamento dos conhecimentos individual e coletivo, do engajamento, da retenção, e do prĂłprio aproveitamento da inteligĂȘncia coletiva em prol da aprendizagem individual e coletiva.
Apesar desses desafios, acredito que esse modelo poderå se consolidar com o aperfeiçoamento de metodologias e tecnologias que ajudem a lidar com o grande volume de alunos e o enorme fluxo informacional, ou seja, a EaD precisarå desenvolver recursos tecnológicos e metodológicos para lidar com o paradigma das grandes redes de aprendizagem.
