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sexta-feira, 17 de julho de 2020

5 dicas para criar vídeos efetivos para a aprendizagem

Foto Kon Karampelas, Unsplash.

Com a ascensão do ensino híbrido, especialmente motivada pelo contexto da pandemia Covid-19, o vídeo ganha mais importância como recurso pedagógico. 

Vídeos instrucionais podem contribuir significativamente para a melhoraria da aprendizagem se forem bem elaborados, uma vez que é um tipo de mídia que possibilita aos alunos aprenderem em seus próprios ritmos.

Os vídeos também podem potencializar a aprendizagem por meio da integração texto e imagem, fenômeno conhecido como Princípio Multimídia, desenvolvido por Richard Mayer. As pessoas aprendem mais com texto (escritos ou falados) e imagens (estáticas ou movimento), em vez de um ou outro (MAYER, 2009). Veja a aula Research-based principles for multimedia learning, com Richard Mayer, na Harvard University.

Atualmente, o vídeo pode ir além da transmissão graças a tecnologias que adicionam camadas de interatividade a sua superfície. Posso citar, por exemplo, a ferramenta de autoria H5P, que permite ampliar a experiência de aprendizagem por meio da inserção de recursos interativos ao longo da exibição de uma aula, como quizzes, questões abertas, arrasta e soltar, imagens, entre outros.  Ou seja, tira-se o aluno da posição de mero receptor, característica típica da mídia de massa, e incrementa-se a interação do aluno com o conteúdo.  


Interface do vídeo com interação da ferramentas H5P

Outro aspecto relevante relacionado ao uso do vídeo em processos de ensino e aprendizagem diz respeito ao melhor uso da sala de aula, que uma vez livre do predomínio da exposição, pode ser utilizada em atividades de aplicação do conhecimento. Aliás, esse é princípio fundamental da sala de aula invertida preconizado por Bergmann e Sams (2016 ). 

Apesar dessas potencialidades, muitas vezes o vídeo perde sua efetividade para a aprendizagem devido a erros na concepção. Pesquisas indicam que vídeos instrucionais são frequentemente longos, confusos e desmotivadores. 

Para que você possa superar esses erros, compartilho 5 dicas que podem ajudá-lo a criar vídeos mais engajadores e efetivos no que se refere à aprendizagem.


1 - Mantenha os vídeos curtos 

Em vez de criar vídeos longos, pense em quebrar a lição em segmentos curtos. O ideal é que você desenvolva um tópico por vez. 

Não se preocupe se ao fazer isso você notar que seu vídeo ficou muito curto. Não faz mal para os alunos assistirem um vídeo que tenha apenas 1 minuto.  O problema está nos vídeos longos demais.  

A atenção diminui após 6 minutos. Os aprendizes assistem apenas 20% do tempo do vídeo quando ele tem de 12 a 40 minutos.

2- Use textos claros e concisos

Textos demais na tela podem sobrecarregar os estudantes.

Use pistas visuais, como setas para indicar conceitos-chave e diagramas para ajudar a explicar ideias.

3 - Estimule a escuta ativa

Estudantes aprendem menos quando eles escutam passivamente.

Ao longo do vídeo, estimule os alunos a refletirem e a tomarem notas. Verifique a compreensão dos conteúdos incorporando quizzes e questões simples e curtas nos vídeos. Além do H5P que eu já citei, você também pode disponibilizar seu vídeo em um formulário Google e criar questões pontuadas ou não.



Quiz com vídeo elaborado com o Formulário Google.

4 - Torne o vídeo pesquisável

Organize o vídeo em capítulos, dessa forma os estudantes podem encontrar uma seção rapidamente quando estiverem revisando o material. 

5- Seja você mesmo

Os estudantes serão mais engajados se os vídeos parecerem autênticos. Use tom natural e fala encorajadora. Alterne o tom de voz e, o mais importante, seja você mesmo.

Fale em tom de conversa e faça com que os alunos se sintam como se estivessem em sala de aula.





Para saber mais:

BERGMANN, Jonathan; SAMS, Aaron. Sala de Aula Invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem. Rio de Janeiro: LCT, 2016.

EDUTOPIA. 5-Step Guide to Making Your Own Instructional Videos. Disponível em: https://www.edutopia.org/article/5-step-guide-making-your-own-instructional-videos

MAYER, Richard E. Research-based principles for multimedia learning. Disponível em: https://hilt.harvard.edu/news-and-events/events/research-based-principles-for-multimedia-learning

MAYER, Richard. Multimedia Learning. 2 ed., Cambridge: Cambridge University Press, 2009.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Lançamento do livro Sala de Aula Invertida



Acaba de ser lançado no Brasil o livro "Sala de Aula Invertida – Uma Metodologia Ativa de Aprendizagem". A obra é de autoria dos criadores do método, Jonathan Bergmann e Aron Sams.

Sala de aula invertida é um dos modelos possíveis de Blended Learning e, talvez, o mais fácil e rápido de ser implementado. Nessa proposta, os conteúdos são transmitidos por meio de vídeos a serem assistidos pelos alunos em suas casas. Ou seja, o conteúdo repetitivo é delegado à mídia digital, cabendo ao professor utilizar a sala de aula física para trabalhar metodologias ativas, fomentar comunidades de aprendizagem e ativar a inteligência coletiva.

Boa leitura!

quinta-feira, 3 de março de 2016

3 livros para o Blended Learning


O ensino híbrido exige a ruptura com o modelo de aula baseada no discurso do mestre. A polegarzinha, como diz Michael Serres, não precisa mais do professor recitador, do anunciador do conhecimento, pois isso a mídia digital faz com mais praticidade. Cabe agora ao professor do Milênio reinventar-se, revendo sua práxis, rompendo com a didática da transmissão. Em vez de um transmissor, agora ele deve assumir o papel de arquiteto cognitivo, termo também proposto Andrea Cecilia Ramal.

Os livros abaixo podem auxiliar o professor nessa missão de criar uma sala de aula mais dinâmica, interativa e contextualizada para seus aluno, uma vez que o tempo que antes era empregado para anunciar, agora pode ser utilizado para criar contextos de ensino e aprendizagem mais significativos.









quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Livro Ensino Híbrido



Organizado pelos Professores Lilian Bachich, Adolfo Tanzi Neto e Fernando de Mello Trevisan, o livro Ensino Híbrido é uma publicação muito oportuna e necessária para todos os educadores de nosso tempo.

Como aponta o título do prefácio escrito pelo Prof. Armando Valente (PUC-SP), “o ensino híbrido veio para ficar”. Sim, veio para ficar porque acompanha a evolução natural da cultura.

O livro traz dez capítulos escritos por professores brasileiros que vivenciaram o ensino hibrido no Brasil como parte de um projeto conduzido pela Fundação Lemman. O Prof. José Moran assina o primeiro capítulo “Educação Híbrida: um conceito-chave para a educação, hoje”. Os relatos positivos dos professores atestam a potencialidade do modelo para a personalização do aprendizado e autonomia do aluno.

Participei do curso baseado no mesmo conteúdo e durante 11 semanas ouvi depoimentos e assisti vídeos de situações reais que me deixaram mais convicto que o Ensino Híbrido é uma possibilidade para a educação dos dias atuais por estar em harmonia com as subjetividades e corpos da sala de aula. Ou seja, não se trata de um incremento meramente técnico.

O livro está organizado em 10 capítulos dispostos na mesma sequência do curso (http://www.fundacaolemann.org.br/ensino-hibrido), cobrindo todos os aspectos relacionados a implantação do Ensino Híbrido: sua definição e modelos, a cultura da escola, os papéis do professor e do aluno,  os espaços e a tecnologia entre outros.

1 Educação Híbrida: um conceito-chave para a educação, hoje.
2 Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação
3 Organização do espaço escolar
4 O professor no Ensino Híbrido
5 Espaços de Aprendizagem
6 Avaliação e a tecnologia: a questão da verificação
7 As tecnologias no Ensino Híbrido
8 Quando a inovação na sala de aula passa a ser um projeto de escola
9 A cultura Escolar na era digital
10 Planejando a mudança


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

MIT lança canal de vídeo para o Blended Learning



O MIT (Massachusetts Institute of Technology) surpreende mais uma vez com o lançamento do canal de vídeos instrucionais BLOSSOMS, acrônimo para Blended Learning Open Source Science or Math Studies. A iniciativa visa dar suporte aos professores e alunos na sala de aula híbrida nas aulas de Matemática e Ciências do ensino médio (high school). O projeto foi desenvolvido em parceria com colegas da Jordânia e do Paquistão.

Diferentemente da proposta de difusão de vídeos, o projeto BLOSSOMS conta com a animação do professor, que entre um vídeo e outro encarrega-se de promover atividades interativas na sala de aula presencial. Alguns vídeos, como no exemplo acima, já contam com legendas em português.



BLOSSOMS is an MIT educational project in partnership with colleagues in Jordan and Pakistan. Each BLOSSOMS module is a multi-segment educational video to be shown in a high school math or science class, with the in-class teacher leading the students in interactive educational activities between each BLOSSOMS video segment. BLOSSOMS is funded by the Hewlett Foundation with additional funding by the Sloan Foundation and by partners in Jordan and Pakistan.

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