quinta-feira, 21 de abril de 2016

Recomendações do MIT para a Educação Online no Ensino Superior

Recentemente lançado pelo Massachusetts Institute of Technology - MIT, o relatório Online Education: A catalyst for higher Education Reforms faz recomendações para fomentar a Educação on Line no Ensino Superior. 





As quatro recomendações sugeridas foram:

1: Aumentar a colaboração interdisciplinar entre as áreas de Pesquisa em Ensino Superior, usando uma agenda de investigação integrada.

O MIT defende a interdisciplinaridade para dar conta dos desafios da Educação, sugerindo o diálogo entre áreas como ciências cognitivas, neurociência, tecnologia educacional, economia, entre outras.






2: Promover a Educação Online como um importante facilitador no Ensino Superior.

Além de ter destacado o potencial geral das tecnologias para o aprendizado, foram também pontuados potenciais específicos o "spaced learning" (aprendizagem intervalada), a aprendizagem baseada em games e o blended learning.


We find that such scaffolding is already providing value in online learning. In particular, many online learning environments provide spaced learning to improve retention, which allows students and teachers to focus on applying that learning to challenging problems. Other online learning environments employ game-based learning which can contextualize abstract concepts, and provide data on student challenges back to the teacher.

Com o relação ao blended Learning, o relatório aponta que essa modalidade pode aumentar a aprendizagem, requerendo uma reorganização da experiência da aprendizagem de modo que possam ser aplicados o melhor do ensino online e presencial.

We find that blended learning can enhance learning, and requires reorganizing the learning experience to apply the different strengths of online and face-to-face learning.




3: Apoiar e expandir a profissão de "Engenheiro de Aprendizagem".


Third, we recommend expanded use of learning engineers and greater support for this emerging profession.

Esta recomendação causou discussão na comunidade de designers instrucionais (
Should Instructional Designers Be Called ‘Learning Engineers’? ) já que para alguns, inclusive para mim, o termo é desnecessário uma vez que aquele que o MIT chama de "engenheiro de aprendizagem" já é amplamente reconhecido como designer instrucional.



4: Promover mudanças institucionais e organizacionais no Ensino Superior para aplicar essas reformas.


O sistema educacional atual está formatado de modo a dificultar a inovação. Neste tópico, apresenta o cenário atual e aponta as medidas institucionais necessárias para alavancar as mudanças necessárias, como a pesquisa, desenvolvimento de comunidades de inovadores, agentes de mudanças na universidades e desenvolvimento de modelos.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Estudo sobre uso das TIC em escolas públicas brasileiras

Educação e tecnologias no Brasil: um estudo de caso longitudinal sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação em 12 escolas públicas.

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quinta-feira, 24 de março de 2016

Lançamento do livro Sala de Aula Invertida



Acaba de ser lançado no Brasil o livro "Sala de Aula Invertida – Uma Metodologia Ativa de Aprendizagem". A obra é de autoria dos criadores do método, Jonathan Bergmann e Aron Sams.

Sala de aula invertida é um dos modelos possíveis de Blended Learning e, talvez, o mais fácil e rápido de ser implementado. Nessa proposta, os conteúdos são transmitidos por meio de vídeos a serem assistidos pelos alunos em suas casas. Ou seja, o conteúdo repetitivo é delegado à mídia digital, cabendo ao professor utilizar a sala de aula física para trabalhar metodologias ativas, fomentar comunidades de aprendizagem e ativar a inteligência coletiva.

Boa leitura!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Realidade Virtual com Sansung Gear VR: minnhas primeiras impressões



Finalmente os óculos de realidade virtual começam a chegar no Brasil. Recentemente, adquiri os óculos Samsung Gear VR e  fiquei entusiasmado com o realismo das experiências. Trata-se de um novo patamar na interação como o mundo virtual, embora seja fácil enganar o cérebro diante de tanta imersão.

Você pode vivenciar situações mais realistas, como ficar lado a lado no palco com os artistas do Circo de Soleil ou da banda U2. Outras vezes você entra num ambiente de game ou numa animação que tenta simular a realidade. Em todos os casos a sensação de "estar lá" é praticamente perfeita se não fosse alguns ruídos da tecnologia.



Experimentei alguns aplicativos que já poderiam ser utilizados na sala de aula caso fossem acessíveis a todos. Em um deles pode-se visitar a Courtauld Gallery com o aplicativo Woofbert, ver detalhes dos quadros e ouvir explicações detalhadas das obras. Que tal ir mais além e entrar, literalmente, numa cena pintada por Van Gogh ( app Night Cafe)?

Interface Night Cafe

É possível visitar várias cidades do mundo usando as bases do Google Street View e Wikipedia (app Streetview VR).  Pode-se ir um pouco mais longe e visitar planetas e constelações (app Star Chart) . Muitas vezes a sensação de estar lá é tão real que não raro sinto vertigem, como por exemplo quando estou na pele de um astronauta que sai do módulo para deslizar no espaço sem gravidade e atrito. Confesso que os passeios pelo espaço são os meus preferidos :)

Outro app interessante é a Casa da Língua ( House of Language), uma aplicação lúdica para treinar palavras e frases mais comuns nos idiomas inglês, alemão ou espanhol em 10 ambientes diferentes: cinema, aeroporto, café etc.

O kit de realidade virtual da Samsung ainda está muito caro, pois os óculos só funcionam com o modelo S6 ou superior. Porém, a diversão e aprendizado paga cada centavo. Uma solução mais em conta e viável para a educação seria usar o Google Cardboard.

Com a queda do preço, o futuro da RV é promissor.  Enfim, as possibilidades são infinitas. Com certeza muita coisa interessante deve vir por aí.


quinta-feira, 3 de março de 2016

3 livros para o Blended Learning


O ensino híbrido exige a ruptura com o modelo de aula baseada no discurso do mestre. A polegarzinha, como diz Michael Serres, não precisa mais do professor recitador, do anunciador do conhecimento, pois isso a mídia digital faz com mais praticidade. Cabe agora ao professor do Milênio reinventar-se, revendo sua práxis, rompendo com a didática da transmissão. Em vez de um transmissor, agora ele deve assumir o papel de arquiteto cognitivo, termo também proposto Andrea Cecilia Ramal.

Os livros abaixo podem auxiliar o professor nessa missão de criar uma sala de aula mais dinâmica, interativa e contextualizada para seus aluno, uma vez que o tempo que antes era empregado para anunciar, agora pode ser utilizado para criar contextos de ensino e aprendizagem mais significativos.









quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

E-book Recursos Educacionais Abertos na Colômbia




Esta publicação sobre Recursos Educacionais Abertos Digital é o resultado do trabalho liderado pelo Ministério da Educação da Colômbia, que contou com o apoio de especialistas nacionais e internacionais e representantes de diversas instituições de ensino superior. Lista os mais recentes precedentes nacionais e internacionais sobre o tema, consolida acordos conceituais e estabelece um quadro com as diretrizes institucionais através dos quais a Colômbia irá apoiar, fortalecer e melhorar a produção e gestão de Digital Recursos Educacionais Abertos em IES. 

Vale notar que o trabalho foi publicado em 2012. 

Baixe aqui.

domingo, 29 de novembro de 2015

domingo, 15 de novembro de 2015

Educação e tecnologia - volume 4

Acaba de ser disponibilizada mais uma ótima publicação da Linha de Pesquisas em Tecnologias de Informação e Comunicação em Processos Educacionais (TICPE), da Universidade Estácio de Sá.

Anunciamos, com muita alegria, a publicação de nosso e-book anual, Educação e tecnologia: parcerias. Volume 4. A coletânea deste ano inclui 9 capítulos que, utilizando uma variedade de abordagens teórico-metodológicas, focalizam temáticas “de ponta” no universo de interlace entre as tecnologias, principalmente as digitais, e a educação.
Aproveito para convidá-los a conhecer coleção completa da TICPE.

sábado, 14 de novembro de 2015

Livro Facebook e Educação



A obra apresenta elementos capazes de instigar a reflexão sobre a mídia social Facebook nos mais diversos contextos e situações, envolvendo os usos que as pessoas fazem dessa mídia; os temas que surgem e como esses se configuram enquanto objeto de estudo num ambiente de diálogo; os potenciais sociotécni­cos e educacionais da rede, enquanto espaços de subjetivação, sociabilidade e diferença; bem como os usos do Facebook no ensino superior e na formação continuada de professores.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Por uma Tecnologia Educacional Retrô



Webquest é uma metodologia maravilhosa que no frenesi das novidades acabou ficando esquecida no tempo. A ideia central é o aproveitamento dos conteúdos já disponíveis na grande Rede para uso pedagógico na forma de tarefas disponibilizadas na própria Internet.

Em 1995, Bernie Dodge antecipou, de certa forma, aquilo que hoje chamam de curadoria de conteúdo. Ora, o que é uma webquest senão uma verdadeira forma de curadoria de conteúdos, onde o professor filtra e apresenta conteúdos qualificados para uso pedagógico?   Praticamente todos os sites brasileiros que tinham webquests publicadas estão fora do ar. Hoje, considerando as facilidades tecnológicas e possibilidade de interconectar fontes diversas de conteúdos, as webquests poderiam ser criadas e distribuídas para as mais diversas plataformas. Trata-se de uma possibilidade simples, barata e eficaz de integrar as tecnologias ao processo de ensino-aprendizagem.

Para reviver as webquests, visite http://webeduc.mec.gov.br/webquest/ .


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Google seleciona professores e escolas para testar plataforma de realidade virtual.




Google testa uma plataforma de realidade virtual para escolas em seis países. O Brasil é um deles.

Que tal visitar o fundo do mar ou a superfície de Marte em uma tarde? Com Expeditions do Google, os professores podem fazer excursões virtuais com as turmas para dar vida às aulas.

As equipes do Expeditions visitarão escolas de todo o mundo, começando pelos seguintes países: Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Brasil. Cada equipe levará um Expeditions kit completo com tudo que os professores precisam para levar os alunos a qualquer lugar. A equipe mostrará aos professores como Expeditions funciona e ajudará a configurá-lo antes da aula.

No mínimo seis professores interessados. Para levar o maior número de alunos possível em Expeditions. A prioridade será dada as escolas que demonstrarem mais interesse.

As inscrições podem ser feitas no site do projeto https://www.google.com/edu/expeditions/

Boa sorte!